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Gegê segue passos – máquina seguidora de passos. um aplicativo de celular transmite a geolocalização…

hiperdesenhos

hiperdesenhos consistem em tentativas de expandir o desenho virtualmente, com desenhos que ocorrem tanto no plano material quanto no virtual simultaneamente.

O link entre as duas realidades são feitas por meio de qr-codes sobrepostos ao desenho-mão com folhas de acetato.
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hiperdesenho

Ao vermos um desenho conseguimos perceber toda a sua construção baseada em pontos e linhas. O computador já o vê como uma extensa sequência de zeros e um, ou bits. Ao fazermos um desenho no computador, nossos pontos e linhas estão sendo traduzidos e armazenados como bits, essa é a forma como o computador vê e interpreta o mundo. Para facilitar a forma como interagimos com o computador, foram desenvolvidos softwares que tornam essas sequências de 0 e 1 mais amigáveis, traduzindo-as para as informações como estamos acostumados a receber como pontos, linhas, cores, formas, volumes, letras, textos, links, e etc. De maneira similar funcionam as linguagens de programação, em que se escreve palavras, códigos e números, que representam sequências lógicas de bits, carregam informações e podem gerar um desenho. A diferença é a forma de construção desse desenho: ele é feito por texto, enquanto o outro é ponto e linha. Escrevemos direções vetoriais, definimos em números a espessura do traço, cor e transparência. Ditamos seu ponto inicial e seu ponto final. As qualidades se tornam diferentes – o valor do gesto passa a ser a síntese da função escrita. Curvas são geradas com fórmulas trigonométricas, senocossenotangentepi. O papel e lápis passam a ser pixels com três informações de 255 valores diferentes cada. ou oito bits. Repetições são definidas for(texto igual a zero; texto maior ou igual que outro texto; acréscimo de texto); texto define cor; espessura; linha; ponto; profundidade. A partir de agora chamado de desenho-código. Já o outro desenho, o desenho-mão, já o conhecemos com todas suas características estudadas e analisadas em toda a historia da arte e até mesmo das civilizações. É possível o desenho-código ser o mesmo que o desenho-mão? É possível que o desenho-mão em sua atualização, se virtualize? Aqui se propõe a criação de um desenho que seja ao mesmo tempo desenho-mão e desenho-código. Que o desenho-mão desenhe o desenho-código, e que o desenho-código consiga executar o desenho planejado pelo desenho-mão. Quando o desenho-mão desenhar o desenho-código sua realidade aumentada será o desenho atualizado virtualmente – aquele que foi planejado pelo desenho-mão e executado pelo desenho-código. Em ordem: se planeja o desenho atualizado virtualmente com o desenho-mão, traduz-se esse desenho-mão esboço/croqui/estudo em desenho código que gera o desenho atualizado virtualmente, desenhe o desenho-código utilizando o desenho-mão. Seu resultado: o desenho hiper-real, que através da tecnologia da realidade-aumentada será referenciado/linkado/conectado ao desenho atualizado virtualmente. Todos esses desenhos são únicos e ao mesmo tempo o mesmo desenho. Um se referencia ao outro que se referencia um outro que se referencia ao um. O desenho-mão possível pelas mãos e olhos, o desenho-código possível por sequências lógicas de 0 e 1, o desenho atualizado virtualmente possível pelos desenho-mão e desenho-código. Todos esses desenhos sendo apenas um: hiperdesenho.

texto mapa afetivo de são paulo

O projeto consiste em uma vídeo-instalação sonora interativa, composta por: joystick, teclado, monitor, iluminação e sonorização da sala ligados a um computador. O participante irá interagir de duas formas: a primeira sendo a inserção de dados; a segunda sendo a navegação por entre os dados inseridos anteriormente pelo interator ou por outros. O computador rodará um programa desenvolvido em Processing[1], que consiste em um mapa da cidade de São Paulo de plano de fundo. Inicialmente é pedido que seja selecionado um ponto nesse mapa a critério do participante, depois será pedido que insira o nome e por fim o conjunto cor/som.

A escolha do conjunto cor/som se dará por meio de uma paleta RGB. Como resposta a cor inserida, o programa irá reproduzir um som levando em conta a correspondência das ondas sonoras e visíveis, ou seja, ambas as ondas sonoras (mecânica) e visíveis (eletromagnética), podem representar valores semelhantes por meio de cálculos matemáticos que consistem em dobrar as frequências sonoras até chegar às frequências visíveis. Possibilitando uma escolha aberta, o participante pode escolher a cor e obter seu som equivalente ou vice versa.

A intenção é deixar que os participantes traduzam suas relações com determinados lugares da cidade de São Paulo por meio da cor ou do som, obtendo assim, uma equivalência sinestésica entre a audição e a visão.

[1] Processing é uma linguagem de programação baseada em Java (uma das principais linguagens de programação usadas hoje), para desenvolvimento de aplicativos para as artes visuais.

mapa afetivo de são paulo

 

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A instalação realizada em uma sala branca, conta com 8 metros de fita de LED RGB fixas em um chassi de 2,10m X 2,10m. A interface foi criada com: joystick, teclado, botão, monitor e microcontroladores.

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